cover
Tocando Agora:

Neto condenado por matar avô e a esposa dele está foragido há mais de 100 dias no RS

O neto Andrew Heger Ribas; o avô, Rubem Affonso Heger e a companheira dele Marlene dos Passos Stafford Heger. Arquivo pessoal; Reprodução g Andrew Heger Riba...

Neto condenado por matar avô e a esposa dele está foragido há mais de 100 dias no RS
Neto condenado por matar avô e a esposa dele está foragido há mais de 100 dias no RS (Foto: Reprodução)

O neto Andrew Heger Ribas; o avô, Rubem Affonso Heger e a companheira dele Marlene dos Passos Stafford Heger. Arquivo pessoal; Reprodução g Andrew Heger Ribas, condenado por assassinar o avô e a esposa dele em Cachoeirinha, segue foragido mais de três meses após fugir do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF). Segundo a Polícia Penal, a fuga aconteceu no dia 9 de junho. O mandado de recaptura foi expedido no dia seguinte. De acordo com o mandado de recaptura da 1ª Vara Criminal, o foragido ainda precisa cumprir 52 anos, quatro meses e 10 dias de pena. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Uma semana antes da fuga, a Justiça havia revogado a internação dele no instituto após um pedido de habeas corpus, determinando que ele fosse transferido para um presídio comum. Responsável pela defesa de Andrew, o advogado André von Berg declara que não teve mais contato com o cliente e que "permanece exercendo suas funções profissionais com absoluta observância da lei e das prerrogativas da advocacia, sem qualquer participação ou conivência com a evasão, e adotará, perante as autoridades competentes, todas as medidas necessárias à preservação dos direitos". O homem foi condenado em agosto do ano passado pelo crime ocorrido em Cachoeirinha em 2022. O avô, Rubem Affonso Heger, tinha 85 anos, enquanto a companheira dele, Marlene dos Passos Stafford Heger, tinha 53. Os corpos das vítimas nunca foram localizados. O que diz a defesa "Diante das recentes notícias acerca da evasão de Andrew Heger Ribas do Instituto Psiquiátrico Forense de Porto Alegre (IPF), a defesa vem a público prestar os necessários esclarecimentos. Andrew Heger Ribas encontra-se condenado por decisão judicial transitada em julgado e estava submetido à custódia do Estado, no âmbito do Instituto Psiquiátrico Forense. Em junho de 2026, ocorreu sua evasão da instituição, circunstância que está sendo objeto das providências e apurações pertinentes. A defesa ressalta, de forma categórica, que não participou, não auxiliou, não facilitou e jamais orientou Andrew Heger Ribas a se evadir do estabelecimento em que se encontrava custodiado. É fundamental que não se estabeleça uma indevida confusão entre a atuação profissional do advogado e as decisões pessoais tomadas pelo seu constituinte. A defesa técnica exerce suas atribuições nos limites da Constituição Federal, da legislação processual penal e das prerrogativas profissionais da advocacia, não podendo ser responsabilizada por eventual decisão autônoma de seu constituinte. Ao mesmo tempo, a defesa entende que as circunstâncias que permitiram a evasão de uma pessoa que se encontrava sob custódia estatal devem ser rigorosamente esclarecidas pelas autoridades competentes. Não se trata de transferir responsabilidades, mas de reconhecer uma questão objetiva: Andrew estava internado e sob responsabilidade de uma instituição estatal quando deixou o estabelecimento Assim, além das providências destinadas à sua localização, é indispensável que sejam apuradas as circunstâncias concretas da evasão, inclusive os protocolos de segurança existentes, a fiscalização exercida sobre o custodiado e eventual falha na vigilância. A defesa não pretende utilizar os meios de comunicação para substituir as instituições responsáveis pela investigação. Ao contrário, entende que a verdade dos fatos deve resultar da apuração formal e imparcial das circunstâncias que envolveram a evasão, com a responsabilização de quem eventualmente tenha concorrido para qualquer irregularidade, seja ela decorrente de ação ou omissão. Por fim, a defesa reafirma que permanece exercendo suas funções profissionais com absoluta observância da lei e das prerrogativas da advocacia, sem qualquer participação ou conivência com a evasão, e adotará, perante as autoridades competentes, todas as medidas necessárias à preservação dos direitos e garantias assegurados ao seu constituinte. André von Berg Advogado – Defesa de Andrew Heger Ribas" Entenda o caso e a delação Casal desaparecido em Cachoeirinha em 2022 teria sido queimado numa churrasqueira O crime aconteceu em 27 de fevereiro de 2022. Conforme a Polícia Civil, a mãe do suspeito, Cláudia de Almeida Heger, e Andrew foram de Canoas, onde viviam, à cidade vizinha de Cachoeirinha para almoçar com Rubem e Marlene. Na época, em depoimento à polícia, Cláudia contou que teria levado o pai e a companheira dele para passar alguns dias em Canoas. Ela disse ainda que saiu de casa para ir até uma unidade de saúde e que, ao voltar, não teria encontrado mais o casal. Na delação, Andrew contou como teria sido a dinâmica do crime. Ele disse ter visto o avô e a companheira adormecendo no sofá da casa em Cachoeirinha e que os corpos teriam sido retirados do local por Cláudia. Na fase de investigações, ainda em 2022, a polícia informou que a ré colocou colchões nas portas da garagem da casa de Cachoeirinha a fim de bloquear a visão de quem passava pela rua. A ação foi registrada por câmeras de segurança. Já em Canoas, aponta a delação de Andrew, os corpos foram colocados em uma churrasqueira e ficaram queimando, com lenha e carvão, ao longo de 36 horas. O réu ainda relatou que as cinzas e os restos mortais das vítimas teriam sido jogados em uma região de mata perto do Rio Gravataí. Em maio de 2022, quase três meses após o desaparecimento, Claudia e Andrew foram presos e indiciados pela polícia. Rubem deixou dois filhos, além de Cláudia, enquanto Marlene tinha outros dois filhos de outro relacionamento. O júri decidiu que o então réu é culpado por dois homicídios qualificados, além de ocultação de cadáver, fraude processual, maus-tratos a animais e resistência à prisão. O cumprimento será em regime fechado. Cabe recurso da decisão. A mãe do suspeito também era ré por matar o pai e a madrasta, mas ela morreu em março de 2025 por complicações relacionadas a comorbidades, incluindo diabetes, obesidade, hipertensão arterial e infecção do trato urinário. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Fale Conosco